A cafeteira pingo é uma homenagem a um modo bem brasileiro
de se preparar café, o com uso de filtro
de algodão. Essa prática preserva muito bem as características da bebida e
serve para o preparo tanto do cafezinho diário e matinal, como de uma bebida
mais gourmet.
Essa técnica simples e muito prática, despertou a minha
curiosidade e me fez analisar os objetos necessários para esse tipo de preparo
de café. De tudo o que foi analisado, o sistema composto por uma estrutura autoportante de arame (de
inox ou cromado), que suporta um filtro de algodão removível e lavável, me chamou
muito a atenção. Bastante comuns no Estado de Minas Gerais, esses conjuntos são
responsáveis por excelentes cafés, pois permitem um preparo onde quase todas as
etapas podem ser controladas manualmente, ao contrário de cafeteiras elétricas,
por exemplo. Apesar de extremante práticos
e eficientes, esses conjuntos revelaram um potencial ainda pouco explorado de design.
Isso por que não comunicam visualmente a qualidade do café que conseguem
produzir, o que limita o potencial e a competitividade desse tipo de produto.
A cafeteira Pingo surgiu como uma solução para esse
problema, ou seja, como um produto capaz de transmitir a idéia de que o café
preparado em coadores de algodão pode atender à um mercado mais exigente, hoje
dominado por produtos importados. Mais do que apresentar uma cafeteira
diferente, o objetivo desse projeto é agregar valor ao jeito brasileiro de se
preparar café e difundi-lo para outras culturas, tal como os italianos o
fizeram com a cafeteria Moka.
O projeto da cafeteira pingo procurou caprichar
nos detalhes para oferecer um produto de
excelente qualidade. Entre esses
detalhes destaca-se, é claro, o filtro de algodão, que na cafeteira pingo
assume um formato cônico, com um anel de silicone e 3 marcas dosadoras para
marinheiros de primeira viagem. Esse filtro fica encaixado num cone de inox ou
alumínio, que mantém aquecido o café, preservando os seus aromas, servindo de
suporte para jogar a borra do café até o lixo e
melhorando o visual da cafeteira, ao esconder o coador, que pode, com o tempo, ficar
encardido. Além do cone de inox, eu pensei em alguns mimos que faltavam nos
sistemas atuais, como uma tampa para preservar o coador da poeira, além de
manter os aromas e o calor do café no seu devido lugar. Para finalizar, a
cafeteira pingo possui também uma base em aço (ou ferro fundido) esmaltado em
cores diversas, uma referência clara àquelas xícaras de café tradicionais do
interior de Minas Gerais.
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